Curiosidade sobre cegos
Figuras simbolizando pessoas com deficiência visual

Corrupto, quem não o é, atire o primeiro pendrive.

Postado há 2 anos

Por Jairo

Vamos falar sobre ilegalidade e corrupção.

Corrupto, quem não o é, atire o primeiro pendrive.

Quando eu adquiro cópias de músicas em .MP3 e Fasso cópias na escola de um livro, estou violando direitos autorais e isto é ilegal. Quando eu roubo o canal da Tevê a cabo ou faço o conhecido Gato na rede elétrica ou de água, estou sendo um ladrão. Quando eu não respeito às leis de trânsito, parando em locais proibidos, furando sinais, ultrapassando em locais proibidos, me torno uma pessoa perigosa e irresponsável. Se eu recebo um troco ao efetuar uma compra, e percebo que me deram dinheiro a mais e não devolvo, estou me tornando uma pessoa imoral. Se eu Fasso tudo isso e continuo reclamando, não passo de um salafrário. Se for tudo isso, quem serão os meus representantes? Como posso ter um espírito crítico se eu não olho para o meu próprio íntimo?

Se eu sou uma pessoa desonesta para com o meu país. Se eu não sou honesto comigo mesmo. Se eu não sou honesto com os meus relacionamentos... Se eu não tenho lealdade para com os meus princípios e sou leal com a corrupção... Se for desprovido de boas ações, como posso reclamar de pessoas que desviam bilhões de dólares dos cofres públicos? Como posso querer que me deem e eu não me esforço para doar? Será que eu tenho o direito de depredar um carro que está em cima de uma calçada irregularmente, simplesmente porque ele está errado e eu certo? E todo o resto? Porque eu não reflito sobre tudo o que me rodeia?

A corrupção não é nada mais nada menos do que tudo o que eu faço errado. Estou corrompendo minha própria consciência. Estou sendo sacana comigo mesmo. A ilegalidade, que faz parte de minha vida, não deveria ser estimulada. Mas o que eu faço? Ensino a fazer um gato no sistema de TV. Ensino alguém a baixar uma música ou a piratear um programa. Uso estes com o argumento de que tudo é muito caro e mais vale baixar um DVD da internet do que pagar 50 reais por um original.

Como apontar o dedo para os corruptos? Como apontar o dedo para um legalista? Como criminalizar uma pessoa que não respeita as mulheres, se eu compartilho vídeos e fotos inadequados? Como estimular o respeito mútuo se eu danço, escrevo e canto músicas com letras vergonhosas? Como crer na melhoria do país, se eu não pretendo me melhorar?

Já pensaram no racismo, preconceito e desumanidade? Já notaram que afirmamos que não somos nada disso e ainda concordamos que o Brasil é um país preconceituoso, racista e desumano? Se nossa sociedade é assim, ponde nos encaixamos?

Será que não é hora de ter uma visão diferenciada sobre tudo isto? Creio que uma delas, eu admitir que tenho limites e limitações. Imponho barreiras e não me disponho a derrubar outras.

Vejamos:

Já pararam para pensar nos serviços públicos? A população quer serviços primorosos, não? Analisemos a conjuntura atual.

Carnaval e futebol. O que pensamos sobre estes dois gigantes eventos? Não se meche em time que está ganhando. O carnaval é uma festa cultural onde muitos turistas trazem muito dinheiro para as cidades. É uma festa alegre onde o povo Brasileiro se diverte a valer. Cultura, alegria e recursos financeiros, tudo isto em um só evento, é bom demais, não?

Vejamos o futebol. Um evento global. Muitos investidores. Visibilidade certa e dinheiro nestes eventos nunca foi problema. A alegria é certa. Estimula conversas entre seus torcedores...

Vamos ponderar primeiramente sobre o carnaval. Vamos trazer alguns elementos para reflexões. O festival da carne é apreciado por uma pequena parcela da população mundial. Existem muitas pessoas que não suportam samba e nem barulho em excesso. Esta grande maioria não participam e menos ainda, estimulam este evento. Contrapondo o que foi comentada acima, a alegria que esta festividade proporciona é temporal. O que fica após, são dores de cabeças, pessoas grávidas, estímulo à prostituição, Doenças sexualmente transmissíveis, banalização do corpo, principalmente o feminino, Mão de obra infantil. Investimento por parte dos cofres públicos para que estes eventos sejam realizados e ainda, são retirados policiais de pontos críticos para cobrir uma festa sem propósito construtivo. Os garis fazem verdadeiros milagres para limpar todas as sujeiras. AS fantasias, quando perdem sua função, são jogadas nas ruas e lixões, sem a preocupação de reciclagem. A sorte dos terráqueos são as chuvas. O Carnaval não trás benefícios para a sociedade e menos, educa. Não contribui para a saúde e menos para a segurança. O argumento que ele cumpre uma função social importante, pois estimula comunidades nas práticas culturais empregando muitas famílias, cai por terra quando fazemos uma análise mais longínqua. Se em uma destas festas são usadas cifras de um milhão de reais e beneficia diretamente quinhentas pessoas, temos aí um benefício de dois mil reais para cada envolvido. Se o carnaval trás para a cidade um montante de cinco milhões de reais, temos quatro milhões para investimento. Certo? Então, a primeira vista, é um baita negócio. Como recusar este tipo de investimento? Pensemos:

A cidade tem uma injeção real de valores que não é o que condiz com a realidade, simplesmente por que não se contabilizou horas extras com profissionais de segurança e limpeza. A depredação do mobiliário público e privado não entram nestes valores. Vamos verificar os prejuízos impossíveis de mensurar:

A mobilidade urbana fica prejudicada. A saúde pública e a paz dos moradores, bem como há velocistas em automóveis desregulados em madrugadas insanas, colocando muitas vidas em risco. A prostituição infantil e a mesma prostituição dos valores estão jogadas em camisinhas escorrendo pelos ralos da infâmia. Tudo isto, não entram nas contabilizações frias. Como mensurar o prejuízo para as crianças e moradores de ruas, que ficam a mercê de barbáries descontroladas? Como estipular valores para aquelas pessoas que são estupradas e adquirem vírus maléficos via contatos sexuais? Como imaginar os prejuízos educacionais? Será que a primeira parte relacionada à reflexão carnavalesca vale a pena?

Sobre o segundo evento, temos gravidades monstruosas. Como admitir que uma pessoa ganhe milhões de reais por ano jogando futebol? Como admitir bilhões de dólares para alimentar times e marcas em detrimento de uma felicidade boba e momentânea? O Brasil fez bonito com a execução do campeonato mundial e gastou milhares de mortos de fomes para sustentar os bolsos da luxúria. Sacrificou-se o bem estar de milhares de Brasileiros simplesmente para proporcionar uma alegria momentânea para a população mundial. A riqueza que foi jogada para o vale do esquecimento não se justifica, tendo em vista que em quatro anos, tudo começa de novo e a tão idolatrada felicidade, poderá ser transformada em tristezas. Se a FIFA concentrasse todos os valores que estão hoje envoltos ao jogo mundial em políticas verdadeiramente públicas, com certeza, a mortandade infantil e a fome, não seria realidade em pouquíssimos anos. Estes bilhares de Dólares estão sendo investidas unilateralmente em festas, orgias, banalidades cotidianas e na destruição de valores como o respeito à equanimidade. O princípio da economia não é considerado e a população não está percebendo isto. Queixam-se dos grandes marajás, recriminando os governos e governantes por causa dos privilégios não observando as regalias absurdas de jogadores e times de futebol. Quando a torcida notar que o que estão fazendo é contribuir cada vez mais para a desigualdade, notarão que o melhor é contribuir socialmente para as causas sociais que estão próximas de si. Dar um valor mensal para clubes significa alimentar o tráfico de valores. Fazendo uma comparação com desfiles de modas ou belezas, temos formas gritantes de exclusão e o estímulo de preconceito.

Ainda sobre o futebol, temos consciência de que estes dinheiros que entram nos bolsos dos envolvidos, não são bem utilizados na sua grande maioria. Estas importâncias que entram de um modo tão fácil são gastos com futilidades banais. Sim! Quando é alimentada a indústria da prostituição, significa dizer que estes compram objetos de adornos para lhes satisfazer a vaidade e o poder. Contando uma história de um taxista, afirmou-me em uma corrida de 15 minutos que ele estava eufórico, pois foi contratado por um jogador para buscar alugar a melhor menina da cidade. E assim ele fez. Em um hotel de luxo, gastou ali o dinheiro do povo que contribuem inocentemente para que seus clubes cresçam, pois se assim acontecer, a mesma vaidade será transferida para todos os torcedores, pois poderão tirar um sarro dos torcedores adversários.

O futebol só dá prejuízo. A nação Brasileira sofre muito em função do futebol e não estão percebendo. As leis de trânsito são constantemente violadas com as festas destes torcedores, que pilotam suas máquinas sem condições mínimas, pois o álcool e as drogas atingem seus nervos centrais, dando a sociedade presentes barulhentos e para algumas famílias, enviam parênteses em caixões.

Não vale a pena apostar em futebol e nem em carnaval. O que a sociedade tem que refletir e buscar, são as maneiras de melhorar a educação. A saúde, a segurança, o serviço social entre todos os outros, terão uma significativa melhora se investíssemos em educação. Esta é o alicerce de tudo. Quase todos que tem uma profissão e estão consolidados cidadãos, passaram pelas mãos de professores. Se estes estádios de futebol fossem transformados em ginásios de esportes sem finalidade de rendimento e ou locais multe culturais, a sociedade teria incomensuráveis valores agregados em suas individualidades coletivas. A educação é o início para todos os melhores valores. A educação familiar, a educação moral ou intelectual melhoraria todas as demais necessidades humanas. A humanidade teria pessoas sem desejos egoístas. Não teríamos atropelos e nem atropelados. A sociedade seria segura, pois todos saberiam o que fazer quando direitos e ou valores focem violados. As epidemias poderiam ter seus fins facilitados, pois todos contribuiriam para ações práticas. A natureza seria protegida, pois seria de conhecimento geral do quão devemos conservar o nosso habitat.

O carnaval e o futebol são eventos mundiais que atrapalham de sobremaneira o desenvolvimento de homens e mulheres. O dia que isto for notado, outros eventos como os desfiles de belezas também serão abolidos do ceio inconsciente de toda uma sociedade moralmente adormecida.

Se tudo isto for compreendido como utopia, teremos mudanças de atitudes cada vez mais lentas. Se desejarmos contribuir para um planeta melhor, deveríamos então estipular um prazo de duzentos anos para que estes valores aflorem a população mundial.

Se compreendermos que estas reflexões tenham algum fundamento, poderíamos trabalhar para que em 100 anos tenhamos os melhores valores estimulados nas crianças.

A felicidade está em nossa porta, basta prestarmos atenção.

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