Curiosidade sobre cegos
Figuras simbolizando pessoas com deficiência visual

sistemas para ajudar os cegos a circular pela cidade com mais autonomia.

Postado em 23 de Julho de 2018

Por Jairo da Silva

Estudantes de Salvador desenvolveram dois sistemas para ajudar os cegos a circular pela cidade com mais autonomia.

Quando um cego chega para pegar um ônibus sozinho, depende da boa vontade dos passageiros e motoristas, mas nem sempre dá certo.

“Acontece, inclusive, de perder o ônibus, não pegar o ônibus sem saber que ônibus era aquele”, diz o eletrotécnico João Bosco Santa Rosa.

Esse dia a dia complicado do deficiente visual no transporte coletivo pode ficar um pouco mais fácil, se um equipamento criado por alunos do Instituto Federal da Bahia chegar ao mercado. O sistema alerta os cegos com um aviso de voz quando o ônibus desejado se aproxima.

Um transmissor instalado no ônibus emite um sinal de rádio para o receptor que fica próximo ao ponto. O receptor identifica o número da linha e o destino e dispara os comandos para o alto-falante. As linhas, previamente cadastradas, são anunciadas a cada chegada.

“Zero, um, nove, cinco. Terminal vale dos rios”.

A estudante Ketlen Moreira enxerga pouco, só de muito perto, e se animou com a novidade.

“Eu acho que um programa ou algo que é desenvolvido que possa trazer pessoas que tenham uma autonomia, uma liberdade, isso é muito válido”.

Com outro equipamento, os alunos do instituto, que oferece cursos técnicos profissionalizantes, ganharam seis prêmios no Brasil e uma menção honrosa nos Estados Unidos em feiras de tecnologia. O sistema é acionado pelo peso do passageiro numa placa de piso tátil. Se o local for mapeado, a tecnologia é capaz de informar o ponto exato onde a pessoa está e indicar a direção: “À sua frente, acesso aos banheiros”.

A tecnologia pode complementar a sinalização em locais que já têm pisos táteis como as estações do metrô em Salvador.

“Você se sente com mais autonomia e mais segurança para onde você está se conduzindo”, disse o professor João Prazeres.

Os dois sistemas custaram menos de R$ 300 cada um, tecnologia de baixo custo que pode fazer muita diferença.

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