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A Fenomenologia e o Marxismo, juntamente com os autores que fundamentaram a prática do serviço social serão apresentadas a seguir, enfatizando a essência das duas vertentes.

Postado há 2 anos

Por Jairo

A Fenomenologia e o Marxismo, juntamente com os autores que fundamentaram a prática do serviço social serão apresentadas a seguir, enfatizando a essência das duas vertentes.

Fenomenologia: O autor utilizado na fenomenologia foi Merleau-Ponty. A fenomenologia é a perspectiva de transformação da sociedade por intermédio do diálogo, visando as especificidades do indivíduo, na busca de resoluções dos problemas.

A autora que desenvolveu o conteúdo fenomenológico voltado para o serviço social, foi Anna Augusta de Almeida, que defendia a tese de que a mudança social deveria ser impulsionada pela transformação interior do indivíduo.

Apesar de seu caráter inovador, a fenomenologia, segundo José Paulo Netto, arrasta consigo o conservadorismo inicial da profissão, quando foca o indivíduo e não a coletividade. Contudo, sua contribuição centra-se essencialmente em possibilitar ao assistente social buscar uma identidade profissional que justificasse o sentido desta profissão.

Tendo como base a fenomenologia, os assistentes sociais em sua prática visam respeitar a dignidade humana e a capacidade laborativa, capacidade de o homem seguir em frente.

Marxismo: A teoria de Karl Marx, isto é, o Marxismo, teve como base os estudos filosóficos de Hegel e dos neohegelianos.

O materialismo histórico, a dialética e o método dialético, são os elementos principais do Marxismo, tendo quatro vertentes: Filosófica, econômica, política e sociológica, visando a transformação constante do indivíduo.

A base teórica de Marx foi por intermédio dos seguintes autores; Hegel, Eduard Gans, Saint-Simon, e por Ludwig Feuerbach, principalmente a obra A essência do Cristianismo, de 1841.

Marx lança o Manifesto comunista no ano de 1848 em oposição a opressão e a competição econômica. Na busca da emancipação do proletariado, por meio da libertação da classe operária, foi em Londres no ano de 1864, que se deu a fundação da Associação Internacional dos Trabalhadores, conhecida como Primeira Internacional.

Marx tinha embasamento nos estudos sobre Economia Política, composta fundamentalmente pelo pensamento econômico britânico, com ênfase para Adam Smith (1723-1790) e David Ricardo (1772-1823).

As reflexões econômicas de Marx surgem publicadas em Fundamentos da Crítica da Economia Política, de 1857, e em O Capital, de 1867-1869. Sua teoria econômica materialista histórica visa esclarecer como o modo de produção capitalista propicia a acumulação contínua de capital, e sua resposta está na produção das mercadorias. Elas resultam da combinação de meios de produção (ferramentas, máquinas e matéria-prima) e do trabalho humano.

Na obra elaborada por Marx e Engels, intitulada A ideologia alemã, aparece as bases da concepção do materialismo histórico. A história é uma metodologia de criação, satisfação, e recriação consecutivas das necessidades humanas, segundo Marx. Ele ainda afirma que é isto que distingue o ser racional do irracional.

Os estudos de Marx chegaram ao Brasil por meio das obras de Althusser, que afirmava que a prioridade deveria ser o homem.

Segundo Netto (2006), o debate e os questionamentos relacionados ao projeto ético-político referente ao serviço social, ocorreu entre as décadas de 1970 e 1980, trazendo à tona a classe trabalhadora. É nesse período de mudança que Yazbek (2009), afirma que os profissionais do serviço social, ao perceberem que o processo do capitalismo mundial excluía cada vez mais o proletariado, passaram a assumir suas inquietações, provocando mudanças na prática profissional.

Essencialmente, a reconceituação teve como base a teoria de Marx, que motivou as mudanças, provocando a ruptura. Surge daí um projeto profissional que tem como foco a classe subalterna, rompendo em definitivo com o positivismo.

Foi nesse contexto de constantes modificações e ressignificações que o Serviço Social foi se tornando uma profissão que defende os direitos de seus usuários, estimulando-os e capacitando-os a lutarem por seus próprios direitos.

  Referências

ANDRADE, Maria Angela Rodrigues Alves de. O metodologismo e o desenvolvimentismo no Serviço Social brasileiro - 1947 a 1961. Revista Serviço Social & Realidade. v. 17, n. 1. Franca, 2008. p. 268-299.

GOMES, Nilvania Alves; DINIZ, Camila Adriana Silva. Teoria e Prática no Serviço Social: Uma Reflexão sobre a Identidade Profissional do Assistente Social e os desafios contemporâneos. Disponível em: http://docplayer.com.br/1756526-Teoria-e-pratica-no-servico-social-uma-reflexao-sobre-a-identidade-profissional-do-assistente-social-e-os-desafios-contemporaneos.html. Acesso em: 29 nov 2017.

GUILHERME, Rosilaine Coradini. Desenvolvimento de Comunidade e o Serviço Social: entre o conformismo e a crítica. Revista Emancipação. v. 12, n. 1. Ponta Grossa. 2012. p. 131-141. Disponível em: www.revistas2.uepg.br/index.php/emancipacao/issue/view/337 . Acesso em: 25 nov 2017.

MERIGO, Janice; PANCERI, Regina. Fundamentos do Serviço Social (Livro Didático). Unisul Virtual. Palhoça. 2014.

SANTIAGO, Daniela Cristina Mazzini; GONÇALVES, Nayla Cristiana Beraldo. Os desafios para a efetivação da teoria na sistematização da prática profissional do assistente social. III Simpósio Mineiro de Assistentes Sociais. Anais. Belo Horizonte: CRESS 6ª Região, 2013.

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